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O
ESTADO DE SÃO PAULO
CIDADES
Domingo 29 de agosto de 2004
DA
PORTINHA AO DESCOLADO, TODOS TEM O SEU CAFÉ
Paulistanos
consomem
460 milhões de xícaras
da bebida por mês, em
cerca de 400 mil pontos
Rosa
Bastos
Antes
de abrir o Giramondo, há oito meses, na Rua Marconi, no centro,
o dono, Aldo De Rosa, caminhou pelas ruas próximas e contou
28 cafés. Mesmo assim abriu o negócio, um sucesso.
Entre 12h30 e 15 horas, a fila chega do outro lado da rua.
Pelo
nome - Aldo usa café gourmet 100% arábica, Selo Verde,
entregue pelo próprio dono, de uma fazenda de Minas. De uma
autêntica La Cimbali, que trouxe desmontada da Itália,
ele tira cada café de acordo com o gosto do freguês
e o chama pelo nome ao entregar a xícara. “Preparo
exatamente do jeito que a pessoa gosta”. Prova o que diz enquanto
atende os clientes: Fábio, que trabalha com importação
e exportação, toma o bianca neve – clarinho,
pouco café e muito leite; Júlio pede um italiano,
só meia xícara de café e leite; Michel prefere
o café com leite clássico....
O
pediatra Michel Finkel, de 57 anos – não troca o macchiato
do Giramondo por nenhum outro. “ Você chega ao fim do
café e ainda tem espuma. É perfeito.”
De manhã, ele trabalha na relojoaria do pai, no centro e,
antes de ir para o consultório, em Pinheiros, toma seu café.
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